Sexta, 16 de Outubro de 2026
24°C 39°C
Teresina, PI

Kajuru avalia indicação de Pacheco ao STF como 'correção de erro' do governo Lula

Parlamentar goiano afirma que ex-presidente do Senado tem o respeito da direita e da esquerda para ocupar vaga na Corte Suprema

Por: Cleyber Carlos
16/10/2026 às 16h06
Kajuru avalia indicação de Pacheco ao STF como 'correção de erro' do governo Lula

O senador por Goiás Jorge Kajuru (PSB) avaliou de forma bastante positiva a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar o ex-senador Rodrigo Pacheco (PSD) para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano.

Na visão do congressista goiano, a escolha do parlamentar mineiro ajudaria a pacificar o diálogo institucional entre os Poderes e garantiria um nome de forte aceitação no Congresso Nacional.

"Rodrigo Pacheco consegue ter respeito da direita e da esquerda", declarou o senador goiano ao defender a escolha.

 

Correção de rota no Palácio do Planalto

Para Kajuru, o eventual envio do nome de Pacheco ao Senado representaria um ajuste estratégico fundamental na condução das indicações do Poder Executivo para a Corte Suprema.

O senador relembrou o desgaste provocado em abril, quando o presidente da República optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no tribunal.

"Que o Lula corrija esse erro primário já", afirmou Kajuru, referindo-se às divergências geradas pela indicação anterior do AGU.

Na ocasião da escolha de Messias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulou ativamente nos bastidores contra a aprovação do nome, marcando um episódio tenso de atrito entre o Congresso e o Palácio do Planalto. A preferência da cúpula do Senado sempre esteve voltada para a indicação do próprio Pacheco.

 

Aliança política e pautas no Congresso

A recente reaproximação entre o chefe do Executivo e o comando do Senado trouxe novamente o nome de Rodrigo Pacheco para o centro do radar das nomeações ao Judiciário. A parceria política entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa Baixa e Alta visa criar uma frente ampla de governabilidade.

Um dos reflexos diretos dessa aliança foi a consolidação e aprovação de matérias de grande apelo popular e econômico no Congresso Nacional, incluindo propostas de emenda à Constituição voltadas às garantias trabalhistas, como a revisão da escala 6x1.

As negociações em curso apontam que a indicação do ex-presidente do Senado para o Supremo faz parte de um conjunto de acordos políticos firmados para assegurar estabilidade institucional nos próximos anos.

 

Vaga no TCU e cálculo para as próximas aposentadorias

Apesar de já ter sido indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU), Pacheco ainda não assumiu o cargo na Corte de Contas. A antecipação de sua indicação ao STF para este ano é vista como um movimento estratégico do grupo governista para preencher as cadeiras abertas e reduzir a margem de nomeações futuras na Suprema Corte.

Mapeamentos internos no Senado indicam que Rodrigo Pacheco contaria com o apoio consolidado da maioria dos senadores na Casa Alta, o que viabilizaria uma aprovação tranquila durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no Plenário.

O cenário ganha relevância diante do calendário de aposentadorias compulsórias na Suprema Corte para os próximos anos:

  • Ministro Luiz Fux: aposentadoria prevista para abril de 2028;

  • Ministra Cármen Lúcia: aposentadoria prevista para abril de 2029;

  • Ministro Gilmar Mendes: aposentadoria prevista para dezembro de 2030.

A articulação tenta blindar o Supremo Tribunal Federal e assegurar que as vagas abertas no Judiciário passem por forte crivo de diálogo e consenso entre as bancadas partidárias antes de qualquer mudança de composição.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias