
O assassinato do ex-prefeito de Pontalina, José Porto Andrade, de 88 anos, foi planejado e encomendado pelo próprio primo da vítima, Clovis Guimarães Andrade. O mandante confessou em depoimento ter pago a quantia de R$ 100 mil para que pistoleiros vindos do estado do Pará executassem o idoso.
O crime ocorreu no dia 5 de agosto e motivou uma ampla investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), que deflagrou nesta sexta-feira (16) uma nova etapa da operação para capturar os demais integrantes do grupo criminoso.
Em uma ação integrada com a Polícia Civil do Estado do Pará, os agentes cumpriram três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão na cidade de Jacundá (PA). Três suspeitos de envolvimento na logística do homicídio foram presos.
De acordo com as apurações policiais, o trio capturado no norte do país atuou diretamente na viabilização do atentado, sendo responsável por fornecer a motocicleta utilizada na fuga e a arma de fogo empregada na execução.
Durante o cumprimento das ordens judiciais nas residências dos alvos, as equipes policiais localizaram e apreenderam um verdadeiro arsenal composto por 11 armas de fogo, entre carabinas e armas de porte, além de uma grande quantidade de munições de diversos calibres.
Entre os armamentos recolhidos pelos investigadores em solo paraense, destaca-se uma pistola calibre 9 milímetros. A arma apresenta as mesmas especificações técnicas das cápsulas recolhidas no local onde o ex-prefeito foi alvejado.
O armamento será transferido para Goiás e submetido ao exame de confronto balístico no Instituto de Criminalística da Polícia Científica.
O laudo pericial será determinante para confirmar de forma inconteste se a pistola apreendida em Jacundá foi a mesma utilizada para disparar contra a vítima.
A prisão preventiva do mandante, Clovis Guimarães Andrade, ocorreu no dia 13 de agosto, juntamente com a detenção de um homem suspeito de atuar como intermediário na contratação dos matadores de aluguel.
A motivação do homicídio estaria ligada a uma desavença pessoal entre os familiares. As investigações apontam que vítima e mandante se desentenderam no início do ano durante uma partida de carteado, o que deu início ao plano de vingança.
O homem apontado pelas investigações como o executor que efetuou os tiros contra o ex-prefeito morreu no dia 14 de agosto no Pará. As causas e circunstâncias dessa morte estão sob apuração da Polícia Civil paraense.
As investigações prosseguem para concluir o inquérito policial e determinar a responsabilidade individual de cada um dos presos na trama que resultou na morte do ex-gestor municipal.