
Um episódio de violência registrado no interior de uma pizzaria no município de Aruanã terminou com um homem atingido por três disparos de arma de fogo na região da perna. O caso envolveu um escrivão da Polícia Civil do Estado de Goiás.
De acordo com as informações apuradas e repassadas pelas forças policiais que atenderam a ocorrência, o suspeito estava no local promovendo desordem e importunando frequentadores do estabelecimento antes da chegada do policial.
Testemunhas que estavam no comércio relataram que o comportamento do homem já vinha gerando incômodo e constrangimento entre as pessoas que consumiam no ambiente. A movimentação atípica e as provocações motivaram chamados de emergência para as forças de segurança.
Diante da situação de perturbação da ordem, uma equipe da Polícia Militar foi acionada e enviou uma viatura ao endereço com o objetivo de conter o tumulto minutos antes do desfecho dos disparos.
No entanto, antes que a intervenção preventiva da PM fosse concluída no local, o policial civil chegou ao estabelecimento comercial com uma finalidade exclusivamente pessoal.
O escrivão da Polícia Civil não estava em serviço ostensivo no momento e compareceu ao local apenas para retirar uma encomenda. O suspeito, contudo, identificou o agente de segurança pública e deu início a um confronto verbal.
A discussão evoluiu rapidamente no espaço físico da pizzaria. Segundo o histórico registrado pelas corporações policiais, o homem partiu para a agressão física direta contra o servidor.
Para cessar a investida e repelir as agressões, o escrivão sacou sua arma de fogo e efetuou os disparos, direcionando a munição para os membros inferiores do agressor.
"O homem sabia que ele era policial e iniciou uma discussão que terminou em agressão física antes dos disparos", apontou o relato inicial registrado pelas forças policiais.
Atingido por três tiros na perna, o homem foi imobilizado e recebeu os primeiros socorros. Apesar da gravidade das lesões, ele foi encaminhado para atendimento médico e não corre risco de morte.
Câmeras de segurança do estabelecimento e registros em vídeo feitos por testemunhas capturaram momentos do desentendimento e deverão integrar o conjunto de provas do inquérito.
A Polícia Civil abriu procedimentos para investigar detalhadamente os fatos. A apuração vai avaliar as circunstâncias exatas dos disparos e a conduta de legítima defesa do servidor. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a lavratura de prisão em flagrante ou autuação formal dos envolvidos.