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Influenciadora trans brasileira é presa em Alexandria, no Egito, após publicação de vídeos nas redes sociais

Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola, foi detida ao lado de uma amiga sob acusação de veicular material considerado obsceno pelas autoridades locais

Por: Cleyber Carlos
21/10/2026 às 12h13
Influenciadora trans brasileira é presa em Alexandria, no Egito, após publicação de vídeos nas redes sociais
Foto: Redes Sociais

A influenciadora digital brasileira Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida amplamente nas redes sociais pelo apelido de Malévola, foi presa na manhã desta terça-feira (20) na cidade de Alexandria, no Egito. A detenção ocorreu após uma operação coordenada pelas autoridades locais que monitoravam a circulação de conteúdos digitais na internet.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério do Interior egípcio, a criadora de conteúdo e uma amiga foram detidas sob a acusação de produzirem e disseminarem material considerado obsceno. As investigações apontam que as gravações exibiam as duas mulheres realizando gestos de conotação sexual e abordando pedestres em vias públicas de diferentes províncias do país norte-africano.

Abordagem policial e interrogatório

Antes de sua prisão ser formalizada pelas autoridades do Egito, a própria influenciadora utilizou suas redes sociais para relatar que ela e sua acompanhante, identificada como Bruna Mercatelli, haviam sido abordadas por policiais durante um passeio turístico.

De acordo com o relato compartilhado na época, os agentes confiscaram os passaportes de ambas e as conduziram a uma delegacia da região. No local, as turistas foram submetidas a questionamentos relacionados às suas identidades de gênero.

Em nota oficial emitida à imprensa internacional, o ministério egípcio confirmou a operação, pontuando que uma das envolvidas atua como criadora de conteúdo digital, embora o órgão não tenha detalhado inicialmente a nacionalidade das turistas.

"As duas admitiram, durante o interrogatório, ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações."

Movimentação da defesa e apoio consular

Após a formalização da prisão, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Egito, que assumiu a condução das investigações e os trâmites legais cabíveis frente à legislação rigorosa do país em relação a normas de conduta e pudor público.

A defesa técnica da influenciadora agiu prontamente e acionou os canais diplomáticos brasileiros no exterior. Os advogados estabeleceram contato direto com a Embaixada do Brasil no Cairo para acompanhar o desdobramento do caso e garantir a preservação dos direitos fundamentais das cidadãs brasileiras.

"A situação está sendo acompanhada de maneira contínua e prioritária, com a adoção de todas as providências necessárias, respeitando-se a legislação local e os tratados internacionais aplicáveis", destacou o advogado Jonatha Carvalho Matos por meio de publicação oficial.

A defesa também apelou ao público e à imprensa para que mantenham cautela na propagação de informações não checadas. Em declarações adicionais concedidas a veículos de imprensa, a equipe jurídica informou que trabalha ativamente nos trâmites legais para tentar viabilizar o pagamento de fiança e assegurar a liberação das brasileiras.

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