
A influenciadora digital brasileira Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida amplamente nas redes sociais pelo apelido de Malévola, foi presa na manhã desta terça-feira (20) na cidade de Alexandria, no Egito. A detenção ocorreu após uma operação coordenada pelas autoridades locais que monitoravam a circulação de conteúdos digitais na internet.
Segundo as informações divulgadas pelo Ministério do Interior egípcio, a criadora de conteúdo e uma amiga foram detidas sob a acusação de produzirem e disseminarem material considerado obsceno. As investigações apontam que as gravações exibiam as duas mulheres realizando gestos de conotação sexual e abordando pedestres em vias públicas de diferentes províncias do país norte-africano.
Antes de sua prisão ser formalizada pelas autoridades do Egito, a própria influenciadora utilizou suas redes sociais para relatar que ela e sua acompanhante, identificada como Bruna Mercatelli, haviam sido abordadas por policiais durante um passeio turístico.
De acordo com o relato compartilhado na época, os agentes confiscaram os passaportes de ambas e as conduziram a uma delegacia da região. No local, as turistas foram submetidas a questionamentos relacionados às suas identidades de gênero.
Em nota oficial emitida à imprensa internacional, o ministério egípcio confirmou a operação, pontuando que uma das envolvidas atua como criadora de conteúdo digital, embora o órgão não tenha detalhado inicialmente a nacionalidade das turistas.
"As duas admitiram, durante o interrogatório, ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações."
Após a formalização da prisão, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Egito, que assumiu a condução das investigações e os trâmites legais cabíveis frente à legislação rigorosa do país em relação a normas de conduta e pudor público.
A defesa técnica da influenciadora agiu prontamente e acionou os canais diplomáticos brasileiros no exterior. Os advogados estabeleceram contato direto com a Embaixada do Brasil no Cairo para acompanhar o desdobramento do caso e garantir a preservação dos direitos fundamentais das cidadãs brasileiras.
"A situação está sendo acompanhada de maneira contínua e prioritária, com a adoção de todas as providências necessárias, respeitando-se a legislação local e os tratados internacionais aplicáveis", destacou o advogado Jonatha Carvalho Matos por meio de publicação oficial.
A defesa também apelou ao público e à imprensa para que mantenham cautela na propagação de informações não checadas. Em declarações adicionais concedidas a veículos de imprensa, a equipe jurídica informou que trabalha ativamente nos trâmites legais para tentar viabilizar o pagamento de fiança e assegurar a liberação das brasileiras.