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PM com histórico criminal é presa suspeita de envolvimento na morte de soldado carbonizado no Ceará

Júlia Natália Girão Gomes já respondia por estelionato e organização criminosa. Uma câmera de segurança desmentiu a versão da investigada, que alegou ter sido deixada amarrada em uma mata

Redação
Por: Redação
12/08/2026 às 08h50 Atualizada em 12/08/2026 às 08h52
PM com histórico criminal é presa suspeita de envolvimento na morte de soldado carbonizado no Ceará
Policial militar Júlia Natália Girão Gomes, presa suspeita de envolvimento na morte de soldado carbonizado em carro. — Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Ceará prendeu em flagrante a policial militar Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, por suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro de um carro no bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A investigada, que ingressou na corporação em novembro de 2024, já possui antecedentes por estelionato, lavagem de bens e integração em organização criminosa. Ela e a vítima eram colegas no mesmo batalhão da Polícia Militar e teriam mantido um relacionamento amoroso.

 

Versão confrontada por imagens

Após o crime, Júlia foi localizada por moradores com as mãos amarradas em uma área de mata próxima ao local onde o automóvel foi incendiado. Em depoimento, a militar afirmou ter sido vítima do mesmo ataque.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores, no entanto, desmentiram a narrativa da suspeita. O registro mostra a policial na oficina do marido às 8h52 da terça-feira (11), horário em que ela alegava estar amarrada na vegetação. A principal hipótese da Polícia Civil é de que a agente tenha forjado a cena do crime para simular que também era vítima.

"A perícia encontrou lesões por arma de fogo feitas na vítima ainda em vida, com posterior carbonização do corpo", informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.

 

Marido e motivação sob investigação

O marido da policial militar também foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento. Ele possui passagens por receptação, lavagem de dinheiro, falsa identidade e posse irregular de arma de fogo. A polícia apura o grau de participação dele no homicídio.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, determinou rigor nas apurações do caso, que está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública. O Ministério Público do Ceará criou uma força-tarefa especial de promotores para acompanhar a investigação e garantir celeridade ao processo.

Raphael Sampaio integrava as forças de segurança desde junho de 2022 e atuava na 2ª Companhia do 16º Batalhão da Polícia Militar.

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