
Fábio Alves Barbosa, de 50 anos, morreu neste domingo (23) após passar uma semana internado em estado grave no Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Ele é a segunda vítima fatal do acidente ocorrido no dia 16 de agosto, quando a motocicleta em que estava com a companheira foi atingida por uma caminhonete no cruzamento da Avenida Perimetral Norte com a Avenida Campinas.
A companheira de Fábio, Neifa Freitas de Farias Alves, também de 50 anos, morreu na última quinta-feira (20) após o casal ser socorrido e encaminhado ao hospital em estado grave. Na data da colisão, o condutor do veículo de grande porte, um adolescente de 17 anos, realizou o teste do bafômetro, que apontou o resultado de 0,52 miligrama de álcool por litro de ar expelido, confirmando a embriaguez ao volante.
Investigação policial e desdobramentos
O delegado Rômulo Matos, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), explicou que o inquérito policial estava em fase final de apuração antes dos falecimentos. Com a confirmação dos óbitos, a investigação passa a tratar o episódio como ato infracional análogo a homicídio culposo, fundamentado no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro e agravado pela condução sob efeito de álcool.
O caso também ganhou repercussão após a revelação de que o proprietário da caminhonete envolvida na colisão é um policial militar aposentado que já foi alvo de operação policial anterior. Além disso, o veículo foi retirado do local do impacto e levado para uma oficina mecânica antes da realização da perícia oficial, com a autorização de militares.
"O caso passa a ser tratado como ato infracional análogo a homicídio culposo, previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, com agravante relacionada à embriaguez."
Histórico das vítimas e próximos passos
Fábio trabalhava de forma autônoma na venda de churros e levava Neifa para o trabalho no dia do impacto. Ela exercia a profissão de cuidadora de idosos e estava a caminho de um plantão. A família optou pela doação dos órgãos de Neifa após a confirmação do protocolo de morte encefálica durante a internação na unidade de saúde.
O procedimento investigativo conduzido pela Polícia Civil será encaminhado de forma integral ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a responsabilização legal do adolescente e a apuração das circunstâncias adicionais envolvendo o veículo e os responsáveis pela liberação da caminhonete antes da perícia técnica.