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Justiça negou medidas protetivas a jovem mantida acorrentada e dopada pelo ex em Goiás

Decisão apontou falta de provas para vincular suspeito a atos de perseguição anteriores; vítima foi libertada pela polícia após cinco dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás

Por: Cleyber Carlos
24/08/2026 às 14h55
Justiça negou medidas protetivas a jovem mantida acorrentada e dopada pelo ex em Goiás
Emiliane Tamara foi encontrada amordaçada e acorrentada, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram Emiliane Tamara e Divulgação/Polícia Militar de Goiás

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, resgatada após passar cinco dias acorrentada e amordaçada em um cativeiro em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, teve um pedido recente de medidas protetivas negado pela Justiça.

O caso ganhou repercussão nacional após a ação da Polícia Militar que localizou a vítima na última sexta-feira (21). O ex-marido da jovem, Ailton Rodrigues Mendes, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.

 

Histórico e negativa judicial

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a vítima já havia contado com proteção judicial em 2020, mas o processo foi arquivado após a retratação da própria vítima e manifestação do Ministério Público.

Em 2026, a jovem apresentou novos episódios de perseguição, incluindo danos a câmeras de segurança, pichações e problemas mecânicos provocados no veículo.

"O juízo indeferiu as medidas protetivas por ausência de elementos objetivos que demonstrassem a atualidade do risco e a vinculação do requerido aos fatos narrados"

A defesa do suspeito informou que o inquérito policial segue em andamento e considerou prematura qualquer conclusão sobre o mérito das acusações neste estágio inicial.

 

O resgate e o cativeiro

O resgate ocorreu após o suspeito desobedecer a uma ordem de parada da polícia e fugir em alta velocidade. Os agentes localizaram um imóvel recentemente alugado pelo investigado no Setor Jardim América III.

No interior da residência, os policiais encontraram a jovem presa por cordas, algemas e correntes, além de apresentar dificuldades respiratórias. Uma carta manuscrita e endereçada à família foi apreendida com o suspeito.

"Mamãe, vai ver um advogado ai para levar os papéis do carro, casinha, todos no meu nome"

As autoridades policiais apontam que o texto foi redigido sob coação. O caso continua sob investigação da Polícia Civil para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime.

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