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Polícia investiga tutoras que abandonaram cão ao se mudarem de Goiânia para SP

Animal sobreviveu por semanas trancado em residência graças a vizinhos que forneciam água e ração por cima do muro; suspeitas podem pegar até 5 anos de prisão

Por: Cleyber Carlos
26/08/2026 às 14h22
Polícia investiga tutoras que abandonaram cão ao se mudarem de Goiânia para SP
Protetores resgatam Nick após denúncia de abandono e constatam casa deserta | Foto: Arquivo pessoal

O cãozinho sem raça definida, chamado Nick, viveu momentos de abandono e extrema vulnerabilidade ao ser deixado para trás em uma residência no Setor dos Dourados, em Goiânia. As duas tutoras do animal se mudaram para a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e levaram consigo apenas dois cães da raça Shih Tzu, deixando o vira-lata sem alimento ou água.

O resgate do animal ocorreu no dia 17 de agosto, articulado pelo projeto independente Patas com Propósito em conjunto com o Grupo de Proteção Animal (GPA) da Polícia Civil de Goiás. Nick sobreviveu por cerca de três semanas no imóvel deserto graças à mobilização de vizinhos, que utilizaram cordas e recipientes para descer ração e água por cima do muro.

 

Rede de apoio e recuperação

Após a entrada da polícia na residência para a retirada do animal, Nick foi acolhido em um lar temporário sob a responsabilidade de uma vizinha que ajudou no socorro.

O cãozinho, estimado entre 2 e 3 anos de idade, passou por exames veterinários e foi diagnosticado com doença do carrapato em decorrência do severo estado de infestação em que se encontrava. Ele segue em tratamento médico com o suporte financeiro da ONG de proteção animal.

 

Desdobramentos policiais e penalidades

A equipe do GPA trabalha na localização e intimação das suspeitas para que prestem depoimento sobre o abandono. A polícia instaurou inquérito e requisitou perícia técnica no local para comprovar a materialidade do crime.

"Foi registrada a denúncia e a equipe confirmou que o animal estava em situação de abandono, os únicos recursos de alimento eram os colocados pelos vizinhos."

A delegada Simelli Lemes, responsável pelas investigações, alertou que as tutoras responderão por conduta criminosa gravíssima. A legislação brasileira enquadra a prática como crime de maus-tratos qualificado contra cães ou gatos, cuja pena pode chegar a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.

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