
Operações da Polícia Militar resultaram na prisão de duas irmãs em Anápolis e na detenção de um homem em Goiânia, suspeitos de integrar esquemas de estelionato com comprovantes falsos de Pix. As ações criminosas visavam lojistas do ramo de vestuário e causaram prejuízos expressivos aos comerciantes.
Em Anápolis, a fraude contra uma loja localizada no Centro da cidade vinha ocorrendo desde fevereiro. De acordo com as investigações, uma das suspeitas efetuava os pedidos e encaminhava um documento de transferência adulterado para simular o pagamento dos produtos.
Confiando na documentação enviada, o estabelecimento liberava as mercadorias, que eram transportadas por entregadores de aplicativo até outro endereço. No local de destino, a outra irmã ficava encarregada de receber os pacotes.
A farsa foi descoberta após a proprietária do comércio conferir o extrato bancário da empresa e notar a ausência dos depósitos. Apenas entre segunda (24) e terça-feira (25), a dupla retirou cerca de R$ 8 mil em itens, acumulando um prejuízo estimado em R$ 50 mil ao longo dos meses.
Com o apoio do serviço de inteligência, os policiais militares identificaram a residência utilizada como ponto de entrega e abordaram as duas mulheres. Durante a abordagem, ambas confessaram a participação no esquema.
Uma das irmãs relatou que a primeira transação com a loja ocorreu de forma legítima, mas que passou a enviar comprovantes falsificados nas compras seguintes após perceber que os itens eram entregues sem a verificação imediata do saldo. As roupas foram apreendidas e as duas encaminhadas para a delegacia.
Na capital, a Polícia Militar realizou a prisão em flagrante de um homem acusado de aplicar o mesmo tipo de golpe em um estabelecimento da Região da 44. O suspeito deixou a loja com peças avaliadas em R$ 1.112 após apresentar um comprovante de transferência fraudulento.
O comerciante acionou a equipe policial logo após perceber que o valor não havia sido creditado na conta. Por meio das imagens gravadas pelas câmeras de segurança, a corporação identificou o suspeito e o localizou em sua residência, onde todas as mercadorias foram recuperadas.
Aos policiais, o homem confessou a ação, mas alegou que agia a mando de outra pessoa.
"O suspeito afirmou que receberia R$ 130 e algumas peças de roupas como pagamento para realizar a retirada da mercadoria."