
Um homem de 42 anos em situação de rua precisou ser hospitalizado após ser espancado com golpes de tamanco por três pessoas na última terça-feira (26), em Pirenópolis. O ataque mobilizou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros na região central do município.
As agressões teriam sido motivadas por uma suposta vingança. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os três suspeitos — um homem, uma mulher e uma mulher trans — afirmaram que a vítima havia furtado seus calçados momentos antes da confusão. Todos os envolvidos na ocorrência encontram-se em situação de vulnerabilidade social.
A vítima foi localizada por uma equipe da Polícia Militar durante patrulhamento ostensivo. O homem estava caído na calçada, em frente a uma farmácia situada na Avenida Prefeito Sizenando Jaime.
Diante do estado da vítima, os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros para realizar o atendimento pré-hospitalar. O homem foi imobilizado e transportado para o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime.
Na unidade de saúde, os profissionais constataram que a vítima apresentava cortes superficiais na cabeça e lesões na região do rosto, provocadas pelo impacto dos calçados utilizados no ataque.
"A vítima foi encontrada caída na via pública e recebeu atendimento imediato do Corpo de Bombeiros, sendo levada ao hospital com ferimentos leves provocados pelas agressões", detalhou a corporação.
Populares que testemunharam a cena registraram o momento da agressão em vídeo. As gravações mostram o grupo desferindo diversos golpes na cabeça do homem enquanto ele já se encontrava caído ao chão sem reação.
Com o auxílio do material audiovisual e dos relatos colhidos no local, os policiais militares iniciaram buscas na região e conseguiram localizar os três suspeitos momentos após o fato.
Na delegacia da cidade, o trio prestou depoimento e admitiu a autoria das agressões, justificando que a atitude foi uma represália pelo furto de seus pertences.
Com o encerramento do procedimento inicial, os investigados foram autuados pelo crime de lesão corporal leve, cuja pena prevista na legislação pode chegar a 1 ano de prisão. Os calçados utilizados no crime constam no registro policial e foram formalmente identificados pela investigação.
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