
Com a elevação das temperaturas e a queda acentuada na umidade relativa do ar, o consumidor que busca equipamentos para amenizar o clima precisa ficar atento aos valores cobrados pelo comércio. Um levantamento promovido pelo Procon revelou discrepâncias expressivas nos preços de eletrodomésticos em Goiânia e Anápolis.
A pesquisa constatou que o valor de um mesmo modelo de ventilador de mesa apresenta uma oscilação que chega a 134,62% entre estabelecimentos da capital. Essa variação representa uma diferença financeira de R$ 269,01 no valor final pago pelo comprador.
A coleta de dados em Goiânia foi realizada por fiscais do órgão entre os dias 21 e 25 de agosto. Ao todo, as equipes analisaram 31 produtos distribuídos em 16 pontos de venda.
Entre os itens avaliados na capital, o ventilador de mesa Arno Xtreme de 40 centímetros liderou a margem de variação de valores. O menor preço localizado no comércio foi de R$ 199,99, enquanto o maior atingiu R$ 469,00.
Outros aparelhos procurados para amenizar o calor também apresentaram forte dispersão tarifária nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais goianienses.
Climatizador Ventisol (70 litros): encontrado por valores entre R$ 999,00 e R$ 1.789,00, registrando variação de 79%.
Umidificadores de ar: apresentaram oscilação de até 66,43% no preço final.
Aparelhos de ar-condicionado: registraram diferenças superiores a 42%.
A variação de preços também foi registrada no interior do estado. As equipes de fiscalização atuaram em Anápolis entre os dias 18 e 20 de agosto, cobrindo 14 estabelecimentos e pesquisando 31 itens.
A maior discrepância verificada no município ocorreu na venda de um umidificador de ar de 2 litros. O equipamento foi comercializado por R$ 99,90 em uma loja e por R$ 234,07 em outra, alcançando uma diferença de 134,30% entre os concorrentes.
Ventilador de teto: preços oscilaram entre R$ 169,90 e R$ 379,90, gerando uma variação de 123,60%.
Climatizador (35 litros): localizado com valores entre R$ 702,44 e R$ 1.380,00, diferença equivalente a 96,51%.
"A comparação prévia entre diferentes estabelecimentos pode gerar uma economia de centenas de reais na aquisição de aparelhos para o lar."
Para evitar prejuízos, especialistas do órgão de defesa do consumidor orientam que a pesquisa de mercado seja acompanhada por checagens presenciais das condições técnicas dos equipamentos.
Nas compras realizadas em lojas físicas, o consumidor pode solicitar o teste do aparelho ainda no balcão de atendimento, além de checar a presença do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Já no comércio eletrônico, o Código de Defesa do Consumidor garante o direito de arrependimento e desistência no prazo de até sete dias, contados a partir do recebimento do item ou da assinatura do contrato.
O órgão ressalta que notas fiscais, comprovantes de pagamento, anúncios publicitários e registros de conversas virtuais devem ser guardados para assegurar o direito à troca ou eventual reclamação formal.