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Padrasto confessa ter matado bebê de 1 ano após perder R$ 3 mil em apostas em São Paulo

Homem de 20 anos admitiu agressões motivadas por irritação durante jogo on-line; criança chegou a ser levada para UPA com marcas de violência, mas não resistiu aos ferimentos

Por: Cleyber Carlos
03/09/2026 às 16h16 Atualizada em 03/09/2026 às 16h31
Padrasto confessa ter matado bebê de 1 ano após perder R$ 3 mil em apostas em São Paulo

Marcus Manoel, de 20 anos, confessou à Polícia Civil ter agredido até a morte sua enteada, uma bebê de apenas um ano e três meses. O crime ocorreu no bairro Jardim Paulistano, na zona norte de São Paulo, no início desta semana.

No momento em que era conduzido à audiência de custódia pelas autoridades policiais, o suspeito admitiu o ato publicamente. Ele declarou ter perdido cerca de R$ 3 mil em uma plataforma de apostas on-line e se irritado com o choro da criança enquanto jogava.

"Eu agredi, mas não tive a intenção de matar. Perdi muito dinheiro", declarou Marcus Manoel ao ser colocado no camburão. O suspeito afirmou estar arrependido da ação.

 

Entrada na UPA e suspeita de violência

O caso mobilizou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) após a menina dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba apresentando graves sinais de agressão física.

Inicialmente, a mãe da criança alegou aos socorristas que a filha havia sofrido uma queda acidental dentro de casa. Contudo, a avaliação médica detalhada constatou múltiplas lesões incompatíveis com acidente doméstico.

Após a confirmação do óbito da bebê na unidade de saúde, as equipes policiais foram acionadas. Investigadores do 87º Distrito Policial e da 9ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) iniciaram diligências na residência da família para apurar o caso.

 

Perícia técnica e investigação da mãe

No imóvel onde o suspeito cuidava da garota, os policiais identificaram fortes evidências e marcas das agressões. Pressionado durante o interrogatório na residência, o padrasto acabou admitindo o espancamento.

No instante em que as agressões ocorreram, a mãe da criança estava fora de casa cumprindo jornada de trabalho. A Polícia Civil abriu apuração para verificar eventual omissão por parte da mãe em episódios anteriores.

A ocorrência foi registrada formalmente como homicídio na 33ª Delegacia de Polícia (Pirituba). Os investigadores solicitaram perícia técnica no imóvel, além de exames necroscópico, toxicológico e sexológico no corpo da vítima para instruir o processo criminal.

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