
Um atendimento de emergência mobilizou equipes de salvamento no Setor Parque Atheneu, em Goiânia. Um homem foi resgatado de uma piscina residencial localizada na Rua 17, durante a tarde da última terça-feira (13).
As primeiras informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás indicavam que a corporação havia sido acionada por volta das 15h25, após uma testemunha encontrar o morador inconsciente na água. Inicialmente, cogitou-se a ausência de sinais vitais no local do incidente.
Contudo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia atualizou os dados oficiais do atendimento, confirmando que o homem sobreviveu graças à intervenção rápida. A vítima recebeu os primeiros socorros das equipes de resgate e foi transportada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Chácara do Governador, onde permaneceu sob cuidados médicos.
O resgate registrado no Parque Atheneu reflete um cenário de alerta constante para os órgãos de segurança pública e salvamento em território goiano. Dados oficiais do Corpo de Bombeiros revelam um aumento progressivo no número de atendimentos a ocorrências de afogamento em todo o estado.
Entre janeiro e julho deste ano, os bombeiros já contabilizaram 77 ocorrências de afogamento em municípios goianos. A trajetória ascendente vem sendo consolidada nos últimos três anos: em 2024, a corporação atendeu 146 chamados dessa natureza, número que saltou para 157 registros ao longo de 2025.
"Lagos, rios e piscinas representam a esmagadora maioria dos locais de incidentes, concentrando 88% de todos os casos registrados em Goiás ao longo de 2026."
A análise estatística formulada pelas equipes de inteligência e resgate aponta que homens e crianças figuram como o público mais vulnerável aos acidentes aquáticos. No entanto, os homens adultos adultos lideram o ranking de vítimas fatais e resgatados.
Segundo a corporação, a prevalência do público masculino está associada à maior frequência de exposição a ambientes aquáticos profundos, aliada à adoção de condutas de risco, como a subestimativa de perigos e a combinação de banhos de piscina ou rio com o consumo de bebidas alcoólicas.
O mapeamento territorial dos atendimentos mostra que a capital goiana ocupa o topo da lista de cidades com o maior número de ocorrências aquáticas. Somente em 2026, Goiânia registra seis acidentes, seguida por outros municípios com grande fluxo de banhistas e recursos hídricos.
Em 2026, as ocorrências de afogamento já se espalham por 50 municípios goianos, mostrando a amplitude geográfica do problema em rios, represas e balneários do interior.
No ano de 2025, os bombeiros atenderam chamados em 71 cidades, com liderança de Goiânia (15 casos), além de números expressivos em Caldas Novas (7), Luziânia (7), Anápolis (5) e Aparecida de Goiânia (5).
Goiânia: 6 ocorrências
Itumbiara: 5 ocorrências
Alexânia: 4 ocorrências
Piracanjuba: 4 ocorrências
Formosa: 3 ocorrências