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Vigilante confessa assassinato à noiva, cancela casamento por medo de prisão e acaba preso em Trindade

Investigado é suspeito de matar homem com 25 facadas em posto de combustíveis na GO-060, em Goiânia, durante o expediente

Por: Cleyber Carlos
15/10/2026 às 14h17
Vigilante confessa assassinato à noiva, cancela casamento por medo de prisão e acaba preso em Trindade

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) resultou na prisão preventiva de um vigilante suspeito de praticar um homicídio de extrema violência em Goiânia. O homem foi localizado e capturado por agentes policiais nesta terça-feira (13), no município de Trindade, na Região Metropolitana da capital.

O crime ocorreu na madrugada do dia 7 de junho, em um posto de combustíveis situado às margens da rodovia GO-060. Na ocasião, a vítima foi surpreendida e morta com pelo menos 25 golpes de faca no pátio do estabelecimento comercial.

A equipe de segurança do local foi acionada logo após o ataque, encontrando o homem já sem vida. Os exames periciais realizados pela Polícia Científica constataram que a maioria das perfurações atingiu a região das costas da vítima, detalhe que indica que a pessoa atacada não teve qualquer oportunidade de esboço de reação ou defesa.

 

Vínculo com o local do crime e reviravolta no casamento

Conforme os levantamentos efetuados pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o suspeito trabalhava diretamente na segurança privada do posto de combustíveis na noite em que o homicídio foi perpetrado. A presença dele na cena do crime e contradições nos depoimentos iniciais o colocaram no topo da lista de investigados.

O desdobramento mais marcante da apuração policial envolveu a vida pessoal do vigilante logo após o assassinato. Em depoimentos e colheita de provas, a corporação apurou que o investigado procurou a noiva para fazer uma confissão informal sobre o ato violento.

"O suspeito relatou à companheira que havia tirado a vida de uma pessoa e afirmou categoricamente que iria desistir da cerimônia do casamento civil por receio de ser preso pelas autoridades."

O casamento no cartório estava agendado para o dia seguinte ao da conversa reveladora. Cumprindo a ameaça feita à noiva, o homem não compareceu à solenidade e passou a adotar comportamentos evasivos para tentar despistar a atuação dos investigadores.

 

Cumprimento do mandado e sequência das investigações

Diante do conjunto probatório reunido pelos agentes da DIH, a Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva contra o vigilante. O mandado judicial foi cumprido de forma decisiva no endereço onde o suspeito se escondia, em Trindade.

Após a formalização do detido na delegacia, ele foi encaminhado para a realização de exames de corpo de delito e colocado à disposição do Poder Judiciário. O investigado passará por audiência de custódia nos próximos dias para a definição de sua manutenção em unidade prisional.

A Polícia Civil prossegue com as diligências de campo para esclarecer a motivação exata do ataque e determinar se houve a participação de terceiros na facilitação da fuga ou ocultação da arma utilizada.

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