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Morador de Goiânia perde mais de R$ 250 mil em golpe de aplicativo instalado pelo celular

Criminosos invadiram perfil de conhecida da vítima para divulgar falsos investimentos em criptomoedas; Polícia Civil deflagrou operação em três estados

Por: Cleyber Carlos
30/10/2026 às 12h16
Morador de Goiânia perde mais de R$ 250 mil em golpe de aplicativo instalado pelo celular

Um morador de Goiânia perdeu mais de R$ 250 mil após cair em um golpe sofisticado de fraude eletrônica. A vítima instalou no próprio celular um aplicativo recomendado por criminosos que simulavam oferecer oportunidades de investimentos altamente lucrativos em criptomoedas.

A ferramenta permitiu que os suspeitos assumissem o controle remoto total do smartphone. A partir do acesso concedido inadvertidamente, os golpistas invadiram aplicativos bancários e efetuaram diversas transferências não autorizadas em curto período.

O caso levou à deflagração da Operação Cryptoquimera pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO). As equipes policiais cumpriram ordens judiciais simultâneas em endereços localizados em Goiás, São Paulo e Piauí.

 

Invasão de perfil e atração da vítima

A engenharia social aplicada no crime teve início com a clonagem e invasão do perfil de uma rede social pertencente a uma pessoa do convívio da vítima. Os invasores passaram a publicar anúncios falsos prometendo lucros expressivos e retornos financeiros rápidos no mercado de ativos digitais.

Confiando na veracidade das postagens devido ao vínculo de amizade com o perfil, a vítima iniciou o contato para obter detalhes do negócio. Toda a negociação foi rapidamente direcionada para um aplicativo de mensagens instantâneas.

Durante a conversa, os criminosos convenceram a vítima a baixar um software específico no aparelho. Esse programa garantiu aos fraudadores a capacidade de gerenciar o dispositivo à distância sem gerar alertas imediatos de segurança.

 

Movimentação financeira e empresas de fachada

Análises bancárias realizadas durante a apuração policial apontaram que a quadrilha movimentou mais de R$ 477 mil em apenas 24 horas utilizando as contas acessadas no celular da vítima.

Para dispersar o rastreamento do dinheiro e dificultar a ação dos órgãos de fiscalização, os valores eram fracionados e repassados por uma rede complexa de contas bancárias. O esquema contava com o suporte de empresas de fachada criadas especificamente para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Apesar de a Polícia Civil ter conseguido bloquear e recuperar uma parcela das quantias transferidas, o prejuízo líquido amargado pelo morador de Goiânia superou a marca de R$ 250 mil.

 

Mandados em três estados e alerta da polícia

A Justiça expediu um total de 14 mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Cryptoquimera. O Poder Judiciário decretou ainda o bloqueio cautelar de bens e valores dos investigados no limite de R$ 250 mil.

Os alvos da ação policial podem responder formalmente pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

"A orientação é desconfiar de promessas de rendimentos elevados e jamais instalar aplicativos que permitam o acesso remoto ao celular a pedido de terceiros ou por indicação de perfis em redes sociais."

A Polícia Civil reforça que invasões de contas para anúncio de investimentos falsos tornaram-se recorrentes. A corporação orienta que, ao receber propostas financeiras de amigos em redes sociais, a pessoa confirme a veracidade do contato por meio de chamada telefônica ou presencialmente antes de realizar qualquer transação ou baixar arquivos.

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