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Jovem vela ex-marido sozinha durante a madrugada em Montevidiu e alerta nas redes: 'Crime não compensa'

Thays Kelly gravou vídeo ao lado do caixão de Felipe Barros, de 23 anos, morto em Rio Verde, e criticou a ausência de falsos amigos após horas de velório

Por: Cleyber Carlos
23/10/2026 às 10h23
Jovem vela ex-marido sozinha durante a madrugada em Montevidiu e alerta nas redes: 'Crime não compensa'

Um vídeo gravado durante a madrugada em uma sala de velório em Montevidiu, no sudoeste goiano, gerou forte repercussão ao trazer um alerta direto sobre as graves consequências do envolvimento com o crime e com amizades nocivas.

A jovem Thays Kelly Menezes permaneceu ao lado do caixão do ex-marido, Felipe Barros Rodrigues dos Santos, de 23 anos, enquanto o local estava completamente vazio. O rapaz foi vítima de um homicídio na cidade vizinha de Rio Verde.

Na gravação, Thays mostra o espaço sem nenhuma outra pessoa presente e desabafa sobre a ilusão vivida por quem entra na criminalidade, ressaltando a ausência daqueles que antes se diziam companheiros do jovem.

"Crime não compensa, nunca compensou. É nessa hora aqui que a gente vê quem é quem. Cadê os amigos? Cadê os parceiros? Ninguém, meu irmão. Valorizem a vida de vocês. Crime não compensa, nunca compensou. Estou aqui com ele. Todo mundo foi dormir e eu não consigo dormir, estou aqui. Perdi o amor da minha vida."

 

Alerta direcionado e pedido de reflexão aos jovens

Thays explicou que refletiu bastante antes de publicar as imagens na última terça-feira (20). Contudo, ela sentiu a necessidade de transformar a dor em uma mensagem de conscientização direcionada a outros jovens que flertam com o mundo do crime.

Em seu relato publicado na rede social, a jovem lamentou ter acompanhado o histórico de idas e vindas de Felipe, que já havia cumprido pena anteriormente e não conseguiu se afastar de Más companhias após deixar a prisão.

"Pensei antes de postar esse vídeo, mas estou sentindo no coração de mostrar para vocês o quanto essa vida de crime não compensa. Para vocês que ainda estão pensando em entrar para o crime, isso é uma ilusão, é pedir para morrer, e quem sofre é quem fica."

A jovem também detalhou as várias tentativas que fez em vida para tentar orientar o ex-companheiro e afastá-lo de situações perigosas. Ela relatou a dor de perder alguém que amava para a violência urbana.

"Foram tantos conselhos. Foi preso, saiu e só com companhia errada. E, no final das contas, armaram uma casinha e tiraram a vida dele. Eu estou sem chão, estou triste, mas eu o amei em vida e fiz até o que não pude para vê-lo bem. Hoje eu enterrei o amor da minha vida e isso eu não desejo para ninguém."

 

Esclarecimento sobre o cansaço dos familiares

Diante da repercussão do vídeo, Thays procurou pontuar que a intenção da gravação nunca foi criticar os parentes do ex-marido. Segundo ela, a família permaneceu ao lado do corpo durante todo o dia e precisou recolher-se de madrugada por exaustão física e emocional.

O foco da crítica foi estritamente voltado para o grupo de conhecidos com quem o rapaz costumava sair e se expor a riscos, mas que desapareceram no momento do sepultamento.

"No vídeo, algumas pessoas acharam que ele não tinha família. Eu não falei sobre família, falei sobre amizade. Amizade errada, porque ele sempre vivia rodeado de amigos e, no final, não tinha nenhum lá. A família foi descansar porque estava todo mundo cansado, esgotado, passando mal de tanta tristeza."

Thays ressaltou que, na hora da despedida final, sobram apenas aqueles que mantinham um sentimento verdadeiro de respeito e consideração.

"Aquele momento ali eu quis filmar para mostrar que amizade para virar noite a gente tem. Ele era cheio de amigo para beber, para mexer com coisa errada, mas ali só tinha eu."

 

Trajetória do casal e suspeita de emboscada

Thays e Felipe viveram uma história de oito anos marcada por idas e vindas. Apesar de estarem separados no momento do crime, eles mantinham vínculo próximo e vínculo afetivo, além de compartilharem a criação de uma filha de apenas cinco anos de idade.

Ela lembrou com carinho do período em que conviveram e afirmou que sempre buscou acolher o jovem, torcendo para que ele mudasse o rumo de sua vida.

"Sempre o acolhi com amor, com orações, até porque eu o amei por muitos anos e amo até hoje. Ele morreu me amando, tenho certeza disso. Fomos companheiros, dei conselhos, mas infelizmente as coisas aconteceram assim."

Felipe trabalhava com o pai em uma propriedade rural em Montevidiu. Na noite do último sábado (17), ao retornar para a cidade, ele teria entrado no veículo de conhecidos e sido levado para a cidade de Rio Verde.

No município vizinho, o rapaz acabou sendo morto a tiros. A principal linha de apuração aponta para a hipótese de que ele tenha sido atraído para uma emboscada motivada por desacertos no meio criminal. A Polícia Civil de Goiás abriu um inquérito para apurar a autoria e a motivação exata do homicídio.

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