
A forte tempestade que atingiu Goiânia durante a madrugada desta sexta-feira (23) transformou a rotina de dezenas de famílias e causou estragos severos em infraestruturas públicas e residenciais. No Setor Vila Bandeirante, a força da água provocou momentos de desespero para o marceneiro Jailton Furtado dos Santos, de sua esposa, Rosana Gomes da Silva, e do filho do casal, Ycaro Renan da Silva, de apenas 6 anos.
O alagamento formou-se em questão de 30 minutos. O morador conta que percebeu o problema quando o cachorro da família começou a chorar do lado de fora do imóvel, alertando o casal de que algo estava errado no quintal.
Ao levantar-se para verificar a situação, Jailton foi surpreendido pelo nível da água, que já tomava conta do quarto e alcançava a altura de sua canela.
"Quando eu levantei da cama, a água já estava dando no meio da canela. Foi uma coisa surreal, que nunca tinha acontecido."
Imaginando inicialmente que o acúmulo de água fosse fruto de uma goteira no telhado, o marceneiro percebeu a dimensão real do problema ao notar a força da correnteza que vinha da rua. Preocupado com as ferramentas e os veículos que utiliza para garantir o sustento da família, ele correu até a porta de saída.
Ao tentar abrir a estrutura para salvar os automóveis, o volume da enxurrada fez uma pressão violenta contra a porta. O impacto empurrou o morador de volta para dentro e causou a quebra do vidro, permitindo que a água e a lama avançassem com ainda mais força para a parte interna do imóvel.
Em meio à correria e com a casa sendo inundada rapidamente, o aparelho celular de Jailton caiu na enxurrada. Sua prioridade imediata foi resgatar o filho de 6 anos, que dormia em outro quarto da residência, colocando o garoto em local seguro antes de tentar conter os danos materiais.
Após garantir a segurança da criança, o morador recuperou o telefone na água e começou a registrar os prejuízos estruturais para pedir auxílio.
As imagens registradas na residência mostram o rastro de destruição deixado pelo alagamento. As marcas de lama impressas nas paredes indicam que a água alcançou entre 40 e 50 centímetros de altura nos cômodos, cobrindo rodapés, tomadas e a base de móveis.
Na cozinha, nos corredores e na sala, camas, sofás, armários, cadeiras e aparelhos eletrodomésticos foram totalmente atingidos. Além dos itens da casa, equipamentos de marcenaria de Jailton foram danificados pelo contato direto com a água.
Na área externa do lote, a força da correnteza acumulada foi suficiente para derrubar o muro de divisa e uma estrutura nos fundos do terreno. O tanquinho de lavar roupas também foi destruído. O marceneiro conseguiu remover seu carro para um trecho mais elevado da via, mas sua motocicleta acabou coberta pela enxurrada.
"A água desceu com muita força pela rua e acabou entrando no lote. Parentes que viveram nesta casa por cerca de 20 anos nunca enfrentaram uma situação semelhante."
Embora haja um córrego situado nas proximidades da região, o morador ressalta que o imóvel fica localizado em uma parte alta do setor. O problema ocorreu devido ao volume extraordinário de água que desceu pela via pública e não encontrou vazão suficiente na rede de drenagem pluvial.
Após perderem praticamente todos os móveis, eletrodomésticos e sofrerem danos graves na estrutura do imóvel, Jailton e a família tentam contabilizar os prejuízos e reorganizar a rotina.
Amigos e familiares iniciaram uma mobilização para arrecadar recursos e doações de móveis para reconstruir o lar do marceneiro.
Quem tiver interesse em colaborar com qualquer quantia pode enviar doações diretamente via chave Pix:
Chave Pix (Telefone): 62 98300-6512
Favorecido: Jailton Furtado dos Santos
Instituição: Nubank