
O deputado estadual Wilde Cambão (União Brasil), representante político da região do Entorno do Distrito Federal, reafirmou a manutenção de sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A eleição que definirá o sucessor do atual presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (União Brasil), está programada para ocorrer durante a sessão solene de posse da próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.
Mesmo diante das movimentações de bastidores e da formação de alianças preliminares na Casa de Leis, o parlamentar sustenta que o cenário permanece aberto para debates. Ele defende o direito legítimo de qualquer integrante do legislativo pleitear o comando da mesa diretora antes do fechamento de uma chapa definitiva.
Ao analisar o quadro atual de postulantes, Cambão admitiu que o deputado Issy Quinan (MDB) desponta com vantagem na corrida interna. Segundo o parlamentar do União Brasil, o concorrente conta com a preferência explícita da gestão comandada pelo governador Daniel Vilela (MDB), o que lhe confere um peso político significativo na disputa.
Apesar de reconhecer a força dessa articulação governista, Wilde Cambão projeta uma competição saudável entre os pares até que uma convergência ampla seja construída. Ele também destacou a importância estratégica de unir os parlamentares que representam os municípios do Entorno em torno de uma postulação fortalecida.
"Todos têm direito de pleitear. Acredito que seria bastante interessante uma união dos deputados da região do Entorno do Distrito Federal por uma candidatura representativa."
A corrida pela presidência do parlamento goiano conta com uma lista extensa de nomes cotados nos bastidores. Além de Cambão e Issy Quinan, figuram entre os parlamentares lembrados para a disputa os deputados Virmondes Cruvinel (União Brasil), Paulo do Vale (PSD), Talles Barreto (União Brasil), Cairo Salim (MDB), Jamil Calife (PP) e Wagner Neto (Solidariedade).
Para balizar o processo de escolha sem gerar fraturas na base aliada, a atual liderança do legislativo definiu parâmetros claros. O presidente Bruno Peixoto revelou ter alinhado os critérios de sucessão diretamente com o executivo estadual no dia posterior ao pleito eleitoral.
As premissas acordadas determinam que o futuro presidente deve obrigatoriamente ser um deputado reeleito da atual legislatura e pertencer a uma sigla que componha a base aliada do Palácio das Esmeraldas.
"No dia seguinte após a eleição, sentei com o Daniel Vilela e nós definimos um critério: que seja desta legislatura e de um partido da base. Todos os nomes apresentados têm capacidade, então é natural esse momento de diálogo."
Com o cumprimento dessas diretrizes, a tendência é que as negociações se intensifiquem ao longo dos próximos meses, concentrando as conversas no afunilamento de uma candidatura capaz de unificar os diferentes blocos partidários da Assembleia.