
Um homem que trabalhava como pedreiro foi preso em flagrante na última quinta-feira (15) acusado de cometer crime contra a dignidade sexual em uma residência localizada no município de Jaraguá, na região Central de Goiás. O trabalhador é suspeito de instalar e esconder um telefone celular no quarto da proprietária do imóvel com o objetivo de filmá-la trocando de roupa.
A estratégia utilizada pelo homem envolveu o uso de fita adesiva para fixar o aparelho telefônico em um móvel situado bem ao lado da cama. A câmera estava configurada no modo de gravação e propositalmente direcionada para um espelho de corpo inteiro, frequentemente utilizado pela moradora para se arrumar.
A gravidade da situação ganha contornos ainda mais delicados devido à rotina da casa. De acordo com os relatos repassados às autoridades, a filha da vítima, uma criança de apenas 10 anos de idade, também costumava utilizar o mesmo espaço do cômodo diariamente para se vestir.
A identificação do dispositivo gravador ocorreu de maneira totalmente despretensiosa. A moradora acabou encontrando o telefone móvel no momento em que procurava por um livro nas proximidades da cabeceira da sua cama.
Ao manusear o objeto e notar que a lente da câmera registrava tudo em tempo real, a mulher reagiu imediatamente. Ela trancou a porta do quarto para preservar a cena e se dirigiu de forma direta à sede da Delegacia de Polícia Civil local para denunciar a invasão de privacidade.
Diante do comunicado oficial, equipes da Polícia Civil se deslocaram até o endereço indicado. No local, os agentes efetuaram a abordagem do pedreiro, que já executava reformas na residência há alguns dias e desfrutava de total confiança por parte dos integrantes da família.
Durante as diligências preliminares, a investigação apurou que o trabalhador fez uso de uma chave reserva do imóvel para conseguir acessar o dormitório sem chamar a atenção dos moradores e tentar reaver o equipamento.
Na tentativa de ocultar a ação, o suspeito chegou a apagar do aparelho um arquivo de vídeo gravado pela própria dona da casa no instante exato em que o celular foi descoberto preso ao móvel.
Conduzido até a unidade policial, o homem admitiu formalmente aos investigadores ter escondido o telefone para realizar os registros não autorizados. Em seu depoimento prestado ao delegado responsável pelo caso, ele alegou ter agido impulsionado por um "momento de fraqueza", sustentando que teria sido a primeira vez que adotou tal conduta.
O pedreiro acabou sendo autuado em flagrante delito pelos crimes de tentativa de importunação sexual e violação de domicílio. Apesar da autuação policial, o homem obteve a liberdade provisória após realizar o pagamento de uma fiança estipulada no valor de R$ 4 mil, o que permite que ele responda ao processo criminal em liberdade.
O smartphone apreendido durante a operação policial foi recolhido e encaminhado para o setor de perícia técnica do instituto de criminalística. Os peritos farão uma varredura completa na memória interna do dispositivo com a finalidade de recuperar eventuais arquivos apagados e checar a existência de outras gravações.
"A equipe policial apreendeu o aparelho para perícia técnica, buscando verificar a extensão das gravações e a recuperação de eventuais arquivos deletados pelo suspeito."
Até a última atualização das informações divulgadas pelas autoridades policiais envolvidas no caso, nenhuma imagem que mostrasse a moradora sem roupa foi localizada no acervo de mídia verificado inicialmente.