
O ex-governador de Goiás e atual presidente do Instituto Teotônio Vilela — órgão oficial de estudos, pesquisa e formação política do PSDB —, Marconi Perillo, veio a público nesta segunda-feira (26) para defender formalmente o respeito ao resultado das urnas. A manifestação ocorre após a consolidação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno das eleições presidenciais.
Em nota oficial divulgada para avaliar o cenário eleitoral, o dirigente tucano destacou a necessidade de desarmar os palanques e concentrar os esforços institucionais na resolução dos problemas socioeconômicos que afetam a população brasileira.
"A população decidiu que o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin vão governar o Brasil nos próximos quatro anos. Agora é hora de pensar no país e nos brasileiros. Jamais farei uma oposição contra nosso povo", declarou Marconi Perillo em trecho do posicionamento.
Com 100% das seções apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a contabilidade oficial registrou a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos. O adversário, Flávio Bolsonaro, encerrou o pleito com 48,21%, contabilizando 59.826.041 votos.
A diferença final entre os dois candidatos foi de 3,58 pontos percentuais, representando uma margem de 4,4 milhões de votos em favor da chapa governista.
A votação nacional registrou os seguintes dados consolidados pela Justiça Eleitoral:
Votos válidos: 124.082.273 (96,76%)
Comparecimento: 128.236.074 (80,78%)
Votos brancos: 1.430.496 (1,12%)
Votos nulos: 2.723.305 (2,12%)
Ao projetar a atuação política do seu grupo para os próximos quatro anos, Marconi reforçou que a postura da oposição deve ser pautada pelo equilíbrio institucional e pelo debate em torno de reformas fundamentais para o desenvolvimento econômico do país.
Segundo a liderança do PSDB, o foco dos agentes públicos deve se voltar para questões centrais como a segurança pública, a geração de renda, o combate ao endividamento das famílias, o fortalecimento da educação e os investimentos na saúde pública.
"Sempre escolho o caminho da oposição responsável. E, dentro da responsabilidade que o Brasil exige, vamos trabalhar por um ajuste fiscal sólido, mas que não prejudique os mais pobres, por reformas estruturantes urgentes e por reformas institucionais", afirmou o ex-governador.
O posicionamento de Marconi Perillo ganha relevância no cenário regional diante dos arranjos partidários adotados ao longo da campanha. Em Goiás, a diretoria estadual do PSDB havia declarado apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
A linha adotada pelo partido no estado teve como ponto de divergência a postura do ex-presidente da legenda em Goiânia, Matheus Ribeiro, que defendeu publicamente uma aliança com a candidatura do PT. A manifestação de Marconi sela a diretriz de aceitação dos resultados democráticos pelo partido no período pós-eleitoral.